sexta-feira, 10 de junho de 2011
Juvenart?!
Vamos dividir em 2 partes:
A primeira é juntarmos para ensaiar muitos meses, muitas horas por semana. Nos atirarmos em cima do palco no fim do ensaio de tão cansados. Odiar ir no ensaio depois que perdemos. Não ver a hora do dia do ensaio se ganharmos. Quebrar a cabeça para aprender aquele sarandeio e sapateio.Passar frio ensaiando. Rir muito das histórias de cada um durante a semana. Achar apelido para todo mundo.
Contar aquela piada que pode até não ter graça mas a gente conta. Rirmos das perguntas de alguns para o instrutor. Dizermos que não podemos fazer algo por que temos ensaio terça, quinta e sábado. Fazer aniversário com janta surpresa para alguém do grupo. Fazer uma janta às pressas depois do ensaio. Trabalhar nas promoções do ctg. Fazer um projeto gigante para o Juvenart e ter que correr para fazer promoções para juntar grana. Fazer apresentações porque querem ver a atual 3ª melhor juvenil do estado. Juntar todos para fazer para gravar propaganda da carreteada do agasalho pra RBS- SM. Inventar parodias para músicas. Viajar com o grupo para os compromissos do grupo. Ficar em alojamentos. Machucar o joelho. Fazer vaquinha para comprar algo. Pagar para ter algo.
Repassar 1000 vezes a mesma dança. Nós orgulharmos de dizer que dançamos por nós e não para ganhar de x ou y. Ficar feliz por isso dar certo. Ensaiarmos para não errarmos na harmonia de novo. Fazermos com que a interpretação fique o mais natural possível. Fazer ensaio improvisado. Fazer ensaio cantando porque não temos som. Brigar. Discutir. Rir. Festejar. Esperar sorteio da ordem. Sorteio das danças. Conhecermos gente de outros lugares. Sermos conhecidos. Sermos invisíveis. Sermos reconhecidos. Sermos desconhecidos. Cantarmos parabéns no ensaio. Receber elogio da patronagem.
Receber puxão de orelha. Fazer loucuras. Fazer almoço quando ensaio é o dia inteiro no ctg. Ensaio extra. Ver a família e o ctg na arquibancada. Arrepiar-se. Emocionar-se.
Isso é um pouco do JUVENART.
Ah, a outra parte são aqueles 20 minutos que servem só para saber se recomeçaremos tudo de novo ou se vai ter mais uma apresentação. Se não deu certo, ficamos tristes, até o dia do próximo encontro ou ensaio, quando riremos de tudo que deu errado.
Texto base: Sidinei Pereira Gonchoroski do CTG M'Bororé
Fonte: http://rogeriobastos.blogspot.com/
Dançar e não ter vergonha de ser feliz *-*
Em véspera de rodeio em Campo Bom, andei vasculhando o blog do Rogério Bastos e da Tainá Valenzuela amigos queridos que só o tradicionalismo pode me proporcionar, li alguns post's e voltei no tempo, relembrando o primeiro passo dado por mim aos 5 anos de idade na Inv. Dente de Leite do CTF Os Nativos até hoje quando me preparo pra ir dançar o rodeio com a Inv. Juvenil do CPF Piá do Sul.
Sabe aquele ditado, a primeira vez a gente nunca esquece? nesse caso serve pro primeiro passo que dei em uma dança tradicional, nunca vou esquecer de mim com 5 aninhos tentando insistentemente pegar aquele sarandeio do tatu com volta no meio que eu achava incrível, depois de conseguir enfim pegar os sarandeios e aprender a dançar as outras danças (básicas), veio o esforço para acertar os tempo certo dos movimentos, a tal de harmonia e depois a correção. Então depois de tudo certo, veio a tão esperada primeira apresentação e o primeiro friozinho na barriga, sim o primeiro, pois esse a gente nunca vai deixar de sentir se dançar for uma das tuas maiores paixões na vida. Depois de tantas apresentações, chega a hora de receber pela primeira vez a notícia de que a tua idade estourou, ou seja, tu ta mais velha e tem que ir pra outra categoria, a mirim. Chegando na mirim, tu além de ter que fazer novas amizades e encontrar uma amiga que possa ir mas cedo no ensaio pra te passar as danças, tu tem que te esforçar e muito para que seja vista pelo instrutor e esperar a oportunidade pra entrar na sala e fazer o teu melhor, e no meu caso tive que fazer essa oportunidade aparecer rápido, pois a invernada estava praticamente pronta pro rodeio e eu tinha menos de um mês pra tentar uma vaga. Pra minha surpresa consegui mais de uma vaga, consegui dança a coreografia de entrada e saída e as três danças tradicionais *-*
O tempo passou, muitos rodeios pela mirim se passaram e mais uma vez veio aquela notícia sabe e junto com ela um desafio maior, sim eu tive que ir pra inv. juvenil, mas infelizmente essa não era uma invernada forte e a entidade já não dava muita atenção pra parte artística, com isso a gente nunca conseguiu ir em mais de 3 rodeios (eu acho) e nunca tivemos mais que 8 pares e era rotina ver a cada ensaio pessoas saindo da invernada.
E eu como uma apaixonada pela dança, queria dançar e dançar mais e mais, e participar por que não de grandes rodeios como o estadual juvenil, resolvi então que era hora de me "mudar", então no ano de 2009 ingressei na inv. juvenil do CPF Piá do Sul, a qual eu prestigiava e torcia muito, pois tive a oportunidade de ver essa invernada ser Bi-campeã do Juvernat ( 2007- 2008), mas sabia que não ia ser fácil conquistar um lugar como dançarina nessa invernada, e não foi ;;
Fiquei quase um ano ensaiando no fundo do salão e me esforçando para que em 2010 conseguisse realizar o meu sonho de dançar o estadual, depois de muito ensaio, muito cansaço, veio a recompensa, não só consegui dançar o Juvenart, como hoje sou integrante da 3ª melhor juvenil do estado. O juvenart passou, mas os ensaios e rodeios continuaram e com eles mais vitórias e conquistas.
Vira o ano, entramos em 2011, objetivos traçados e lá vamos nós mais uma vez em busca do nosso sonho. A invernada voltou das férias em Fevereiro e no mesmo mês participamos do Rodeio Internacional de Passo Fundo ( 7ªRT ), e por 0,001 voltamos com o 2ª lugar para Santa Maria, mas levantamos a cabeça e na semana seguinte retornamos aos ensaios, e fomos pro rodeio do campo dos Bugres em Caxias do Sul (25ª RT ) e sinceramente na hora do resultado não tinha um entre nós que não estivesse nervoso, mas enfim deu tudo certo e voltamos de lá com o 1º lugar, e esse resultado se repetiu no rodeio de Soledade o/
E hoje a invernada juvenil do CPF Piá do Sul se prepara para ir em busca de mais um objetivo e com ele traçar um rumo para o grande sonho o Juvenart 2011!
Sabe aquele ditado, a primeira vez a gente nunca esquece? nesse caso serve pro primeiro passo que dei em uma dança tradicional, nunca vou esquecer de mim com 5 aninhos tentando insistentemente pegar aquele sarandeio do tatu com volta no meio que eu achava incrível, depois de conseguir enfim pegar os sarandeios e aprender a dançar as outras danças (básicas), veio o esforço para acertar os tempo certo dos movimentos, a tal de harmonia e depois a correção. Então depois de tudo certo, veio a tão esperada primeira apresentação e o primeiro friozinho na barriga, sim o primeiro, pois esse a gente nunca vai deixar de sentir se dançar for uma das tuas maiores paixões na vida. Depois de tantas apresentações, chega a hora de receber pela primeira vez a notícia de que a tua idade estourou, ou seja, tu ta mais velha e tem que ir pra outra categoria, a mirim. Chegando na mirim, tu além de ter que fazer novas amizades e encontrar uma amiga que possa ir mas cedo no ensaio pra te passar as danças, tu tem que te esforçar e muito para que seja vista pelo instrutor e esperar a oportunidade pra entrar na sala e fazer o teu melhor, e no meu caso tive que fazer essa oportunidade aparecer rápido, pois a invernada estava praticamente pronta pro rodeio e eu tinha menos de um mês pra tentar uma vaga. Pra minha surpresa consegui mais de uma vaga, consegui dança a coreografia de entrada e saída e as três danças tradicionais *-*
O tempo passou, muitos rodeios pela mirim se passaram e mais uma vez veio aquela notícia sabe e junto com ela um desafio maior, sim eu tive que ir pra inv. juvenil, mas infelizmente essa não era uma invernada forte e a entidade já não dava muita atenção pra parte artística, com isso a gente nunca conseguiu ir em mais de 3 rodeios (eu acho) e nunca tivemos mais que 8 pares e era rotina ver a cada ensaio pessoas saindo da invernada.
E eu como uma apaixonada pela dança, queria dançar e dançar mais e mais, e participar por que não de grandes rodeios como o estadual juvenil, resolvi então que era hora de me "mudar", então no ano de 2009 ingressei na inv. juvenil do CPF Piá do Sul, a qual eu prestigiava e torcia muito, pois tive a oportunidade de ver essa invernada ser Bi-campeã do Juvernat ( 2007- 2008), mas sabia que não ia ser fácil conquistar um lugar como dançarina nessa invernada, e não foi ;;
Fiquei quase um ano ensaiando no fundo do salão e me esforçando para que em 2010 conseguisse realizar o meu sonho de dançar o estadual, depois de muito ensaio, muito cansaço, veio a recompensa, não só consegui dançar o Juvenart, como hoje sou integrante da 3ª melhor juvenil do estado. O juvenart passou, mas os ensaios e rodeios continuaram e com eles mais vitórias e conquistas.
Vira o ano, entramos em 2011, objetivos traçados e lá vamos nós mais uma vez em busca do nosso sonho. A invernada voltou das férias em Fevereiro e no mesmo mês participamos do Rodeio Internacional de Passo Fundo ( 7ªRT ), e por 0,001 voltamos com o 2ª lugar para Santa Maria, mas levantamos a cabeça e na semana seguinte retornamos aos ensaios, e fomos pro rodeio do campo dos Bugres em Caxias do Sul (25ª RT ) e sinceramente na hora do resultado não tinha um entre nós que não estivesse nervoso, mas enfim deu tudo certo e voltamos de lá com o 1º lugar, e esse resultado se repetiu no rodeio de Soledade o/
E hoje a invernada juvenil do CPF Piá do Sul se prepara para ir em busca de mais um objetivo e com ele traçar um rumo para o grande sonho o Juvenart 2011!
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Esse falo tudo!
Gente bonita desse Rio Grande, esse foi um post que eu achei no fórum galpão gaúcho e achei bem interessante postar aqui, pois de uma forma ou de outra esse gaúcho falou o que a maioria de nós tradicionalistas ou simplesmente aqueles que valorizam nossa cultura queriam dizer a muito tempo:
Esse gaúcho merece ser lido, aplaudido e divulgado:
Há muito venho pensando no que se faz da nossa cultura...
Temos tradição, temos história, temos costumes próprios e os valorizamos. Entretanto, parece que a todo momento tentam nos aculturar...
Qual o espaço que os nosso modo de ser ocupa na mídia hoje em dia? Será que é certo aturarmos a Regina Casé (e seus sambabacas) no domingo de meio-dia, enquanto o nosso Galpão Crioulo foi literalmente “chutado” para um horário que ninguém praticamente assiste, já que domingo é dia de descanso e a maioria aproveita pra dormir um pouco mais. Tá bem que o Neto Fagundes não tem o mínimo carisma e aínda mais com aquele rabinho de cavalo ridículo. Todos sabem que existem pessoas aquí no estado com capacidade suficiente para fazer um programa de qualidade. Abram espaço para eles! Por favor, salvem nossa verdadeira cultura!
Não precisa ser um gênio pra perceber que recentemente no programa da Regina Casé levaram um grupinho sofrível de dança gaúcha pra dançar pro Brasil inteiro o quê? O pezinho, uma dança folclórica com significado pra nós, mas que pro resto do Brasil não tem sentido algum a não ser “queimar o filme dos gaúchos”. Se querem mostrar nossa dança porquê não convidam os vencedores do último ENART? Ou será que o objetivo era ridicularizar o gaúcho, “será”?
Não sou contra o samba, mas sou contra nos fazerem de palhaços. Pra completar a referida apresentadora entabulou um assunto com nossos representantes que em nada acrescenta às famílias brasileiras, principalmente no horário de almoço de domingo, quando nossas crianças estão assistindo TV – Tem sex-shop no sul? Você já foi em Sex shop? Tinha calcinha de chocolate? – e o que nos resta é aturar algumas das prendas e peões respondendo, timidamente a esse rol de asneiras.
Cadê nossos festivais? Quando aparecem são no RBS local, não em nível estadual. Como é que nossos jovens conhecerão nossa música, nossa cultura, se nossa principal emissora de TV não dá espaço pros nossos novos músicos e vencedores de festivais atuais?
Excetuando-se as honrosas exceções de Luiz Marenco e César Oliveira e Rogério Melo, que de tão bons conseguem vencer remando contra a maré) , vivemos do passado... de Tropa de Osso, Esquilador, Veterano e etc., os novos nomes da música gaúcha ninguém conhece. E porquê? Por que pra isso não tem espaço... Será que tudo isso não se trata de uma estratégia para “aculturar nosso povo”... “será”? Quando as gerações mais antigas se forem e nossas músicas ficarem esquecidas eles terão conseguido finalmente sepultar nossa cultura.
Porquê será que pra promover o Planeta Atlântida com seus freqüentadores maconheiros, bêbados e viciados de todo tipo tem espaço? Seria essa uma tentativa de emburrecer e viciar nossos jovens.... ”será”? Pra isso a RBS tem espaço. Pra gaúchos "heróicos" que participaram do Big Brother (o supra-sumo do lixo cultural), tem espaço. Ah... ASSIM NÃO DÁ!!!
Cadê o Luiz Carlos Borges? Cadê o João de Almeida Neto? Cadê o Renato Borghetti , o Elton Saldanha, o Marcelo Caminha, o Miguel Marques? Ninguém sabe. Mas a Alcione, a Claúdia Leite, o “Belo”, o Bruno e Marrone, o “sertanejo universitário” ... esses tão todo o dia enchendo o nosso saco.
Esse é o lixo cultural que nós temos recebido como ração, mas que por sermos o estado mais politizado e educado da união, nos recusamos a engolir.
Mesmo o pessoal dos CTGs, nosso último reduto cultural, hoje em dia só ouve atualmente música gaúcha de baile e que... convenhamos, é péssima (com honrosas exceções, como os Serranos e outros).
Me enoja aquelas materiazinhas da RBS na Semana Farroupilha (daí eles lembram e fazem um circo!!!), mandam aqueles apresentadoras bunda mole para fazerem reportagens no Acampamento Farroupilha como se aquilo fosse algo do exterior... parece um programa do National Geographic com os aborígenes de tão estranho. Não conhecem nada, não entendem porra nenhuma e não ficam nem envergonhados de se dizerem gaúchos.
Me perdoem queridos conterrâneos esse desabafo.
Que essa mensagem ecoe nos confins do Rio Grande, e desperte o povo gaúcho da letargia antes que seja tarde. Nossos antepassados delimitaram nossas fronterias à ponta de lança e à pata de cavalo... hoje pisam no nosso pala e... tudo bem? Me recuso a acreditar nisso.
Um Gaúcho cuja paciência acabou faz tempo.
Prof. Dr. Gilson de Mendonça
UFPEL/IB/Dep. de Fisiologia e Farmacologia
Esse gaúcho merece ser lido, aplaudido e divulgado:
Há muito venho pensando no que se faz da nossa cultura...
Temos tradição, temos história, temos costumes próprios e os valorizamos. Entretanto, parece que a todo momento tentam nos aculturar...
Qual o espaço que os nosso modo de ser ocupa na mídia hoje em dia? Será que é certo aturarmos a Regina Casé (e seus sambabacas) no domingo de meio-dia, enquanto o nosso Galpão Crioulo foi literalmente “chutado” para um horário que ninguém praticamente assiste, já que domingo é dia de descanso e a maioria aproveita pra dormir um pouco mais. Tá bem que o Neto Fagundes não tem o mínimo carisma e aínda mais com aquele rabinho de cavalo ridículo. Todos sabem que existem pessoas aquí no estado com capacidade suficiente para fazer um programa de qualidade. Abram espaço para eles! Por favor, salvem nossa verdadeira cultura!
Não precisa ser um gênio pra perceber que recentemente no programa da Regina Casé levaram um grupinho sofrível de dança gaúcha pra dançar pro Brasil inteiro o quê? O pezinho, uma dança folclórica com significado pra nós, mas que pro resto do Brasil não tem sentido algum a não ser “queimar o filme dos gaúchos”. Se querem mostrar nossa dança porquê não convidam os vencedores do último ENART? Ou será que o objetivo era ridicularizar o gaúcho, “será”?
Não sou contra o samba, mas sou contra nos fazerem de palhaços. Pra completar a referida apresentadora entabulou um assunto com nossos representantes que em nada acrescenta às famílias brasileiras, principalmente no horário de almoço de domingo, quando nossas crianças estão assistindo TV – Tem sex-shop no sul? Você já foi em Sex shop? Tinha calcinha de chocolate? – e o que nos resta é aturar algumas das prendas e peões respondendo, timidamente a esse rol de asneiras.
Cadê nossos festivais? Quando aparecem são no RBS local, não em nível estadual. Como é que nossos jovens conhecerão nossa música, nossa cultura, se nossa principal emissora de TV não dá espaço pros nossos novos músicos e vencedores de festivais atuais?
Excetuando-se as honrosas exceções de Luiz Marenco e César Oliveira e Rogério Melo, que de tão bons conseguem vencer remando contra a maré) , vivemos do passado... de Tropa de Osso, Esquilador, Veterano e etc., os novos nomes da música gaúcha ninguém conhece. E porquê? Por que pra isso não tem espaço... Será que tudo isso não se trata de uma estratégia para “aculturar nosso povo”... “será”? Quando as gerações mais antigas se forem e nossas músicas ficarem esquecidas eles terão conseguido finalmente sepultar nossa cultura.
Porquê será que pra promover o Planeta Atlântida com seus freqüentadores maconheiros, bêbados e viciados de todo tipo tem espaço? Seria essa uma tentativa de emburrecer e viciar nossos jovens.... ”será”? Pra isso a RBS tem espaço. Pra gaúchos "heróicos" que participaram do Big Brother (o supra-sumo do lixo cultural), tem espaço. Ah... ASSIM NÃO DÁ!!!
Cadê o Luiz Carlos Borges? Cadê o João de Almeida Neto? Cadê o Renato Borghetti , o Elton Saldanha, o Marcelo Caminha, o Miguel Marques? Ninguém sabe. Mas a Alcione, a Claúdia Leite, o “Belo”, o Bruno e Marrone, o “sertanejo universitário” ... esses tão todo o dia enchendo o nosso saco.
Esse é o lixo cultural que nós temos recebido como ração, mas que por sermos o estado mais politizado e educado da união, nos recusamos a engolir.
Mesmo o pessoal dos CTGs, nosso último reduto cultural, hoje em dia só ouve atualmente música gaúcha de baile e que... convenhamos, é péssima (com honrosas exceções, como os Serranos e outros).
Me enoja aquelas materiazinhas da RBS na Semana Farroupilha (daí eles lembram e fazem um circo!!!), mandam aqueles apresentadoras bunda mole para fazerem reportagens no Acampamento Farroupilha como se aquilo fosse algo do exterior... parece um programa do National Geographic com os aborígenes de tão estranho. Não conhecem nada, não entendem porra nenhuma e não ficam nem envergonhados de se dizerem gaúchos.
Me perdoem queridos conterrâneos esse desabafo.
Que essa mensagem ecoe nos confins do Rio Grande, e desperte o povo gaúcho da letargia antes que seja tarde. Nossos antepassados delimitaram nossas fronterias à ponta de lança e à pata de cavalo... hoje pisam no nosso pala e... tudo bem? Me recuso a acreditar nisso.
Um Gaúcho cuja paciência acabou faz tempo.
Prof. Dr. Gilson de Mendonça
UFPEL/IB/Dep. de Fisiologia e Farmacologia
domingo, 17 de abril de 2011
Amooor *-*
Amoor, enfim chegamos hoje a mais um mês mais do que muito especial e importante pra nós, pois hoje dia 16 completamos 11 meses de namoro. Sinceramente hoje não sei dizer se foi o tempo que passou rápido demais ou se fomos nós que soubemos aproveitar muito bem cada segundinho um ao lado do outro, que me faz ter a sensação de que passaram-se mais de 11 meses já ;; Tenho tanta coisa pra te dizer meu amor, mas essa é uma das horas na qual eu não consigo me expressar, pois é nelas que eu que eu percebo que não existem palavras pra descrever todo o amor que eu sinto por você, é nessas horas que eu fecho os olhos e começo a voltar no tempo, voltar naquele momento em que nossos olhares se cruzaram pela primeira vez, relembro aquele 'enart' em que eu sentia que a minha vida estava prestes a mudar, a primeira conversa, ainda tímidos um com outro mas que certamente valeu muito a pena. Volto no tempo, e relembro as varias e longas conversas pelo 'msn' que entravam madrugas a dentro, lembro dos tantos conselhos dados, das tantas palavras simples mas verdadeiras nos momentos que eu mais precisava de apoio, lembro do momento em que eu cheguei a pensar que tu não passaria de um melhor amigo, de um irmão que eu não tive, mas que Deus me deu a oportunidade de escolher, muitas vezes perdendo a esperança de que um dia tu poderia ser mais do que aquele amigo-irmão.Mas hoje volto a alguns meses atrás e vejo que o destino me preparou uma bela surpressa, não imaginava que a minha insistência, pela tua vinda a Santa Maria, poderia mudar tanto minha vida em apenas alguns segundos. A tua chegada na rodoviária, a primeira vez que eu te encontrava depois daquele enart, meu coração quase saindo pela boca, o mundo parando naquele momento. A madrugada do dia 16 de maio, onde por insistencia tua acabei me confessando, criando coragem e te falando que, o que eu sentia por ti ia além de um amor de amigo, que eu queria ter você junto comigo, que em ti eu tinha encontrado tudo que eu sempre quis, que tu era o amor da minha vida aquele que estaria comigo sempre, tanto nos momentos bons, quanto nos ruins, nos que eu precisava de um ombro pra chora e quando não precisava também.Meu amoor, hoje tenho a certeza de que 11 meses é mais que o suficiente para sabermos que realmente o que sentimos um pelo outro é amor! Não imaginava que aprenderia tanto ao teu lado, pois neste tempo aprendi que em um relacionamento deve sempre existir confiança, que temos que estar sempre preparado e dispostos a enfrentar os obstáculos da vida, e que com o amor podemos superar tudo, até mesmo a distância entre Caçapava e Santa Maria, além da saudade que é muita por sinal.Talvez para muitos 11 meses seja pouco, para outros é muito, mas para mim esses 11 meses foram os melhores meses da minha vida e não importa se é muito ou se é pouco, o que importa é que estamos juntos e felizes e que certamente depois desses onze meses virão muitos meses e por que não anos junto contigo?! Até porque hoje começa uma contagem regressiva para o grande dia o 1º ano juntos ta chegando. Amoor é com você que eu quero passar o resto da minha vida, é você que eu quero que esteja em todos os meus planos para meu futuro, é contigo que eu quero e vou compartilhar minha vida!
Matheus Henrique Vargas; Eu Te Amo muito meu moozi *-*
Matheus Henrique Vargas; Eu Te Amo muito meu moozi *-*
E pra sempre, pois meu amor por ti é simplesmente eterno s2
quinta-feira, 10 de março de 2011
As vezes me pego aqui pensando, relembrando, refletindo, todos os momentos vividos, voltando assim no tempo, não podendo deixar de olhar para o lado e ver cada amigo querido que estava ali comigo, amigos estes que por algum motivo muitas vezes se perderam pelo caminho, talvez por terem objetivos diferentes que os meus, ou por simplesmente não terem dado valor a um sentimento tão bonito que explica o verdadeiro e único significado da palavra: AMIZADE! Mas mesmo assim nada, nem o tempo vai conseguir apaga-los de minha memória.Estou vendo filme, cada estrada que eu passei, cada historia que eu vivi, os futuros que eu sonhei, cada dia, cada mês,cada estação, que eu dividi com vocês,abri meu coração,se um dia alguém falou,que o que foi não volta mais,a vida continua, a escolha é sua,sou feliz de olhar pra trás. Como não lembrar de vocês? Como não chorar outra vez? Só de lembrar, poder te abraçar,se a estrada se abrir,e eu tiver que seguir,vou levar comigo cada amor de amigo. Como não querer de novo? Posso até ser bobo com vocês,viveria tudo outra vez. Portas se abriram,tive dias de frio,história fugindo,corações se unindo,cada choro,cada riso,cada emoção que eu dividi com vocês. E os laços que eu plantei? Que formaram raízes no meu chão,vou colher por toda vida amigos do meu coração,e se o mundo te esquecer,quando o dia amanhecer,quero estar aqui também, 'sempre junto com vocês'. Cada acorde em seu lugar lembra um sorriso, mas não quero lembrar que a noite vem caindo trazendo o teu olhar; cada palavra que falei lembra uma história que eu nem mesmo sei mas como vento,vem tão depressa; a verdade é bem mais forte vou deixar que o destino mostre a direção. Foi pouco tempo mas valeu vivi cada segundo, quero o tempo que passou! ♥
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Porta de Colégio :)
Passando pela porta de um colégio, me veio uma sensação nítida de que aquilo era a porta da própria vida. Banal, direis. Mas a sensação era tocante. Por isto, parei, como se precisasse ver melhor o que via e previa.
Primeiro há uma diferença de clima entre aquele bando de adolescentes espalhados pela calçada, sentados sobre carros, em torno de carrocinhas de doces e refrigerantes, e aqueles que transitam pela rua. Não é só o uniforme. Não é só a idade. É toda uma atmosfera, como se estivessem ainda dentro de uma redoma ou aquário, numa bolha, resguardados do mundo. Talvez não estejam. Vários já sofreram a pancada da separação dos pais. Aprenderam que a vida é também um exercício de separação. Um ou outro já transou droga, e com isto deve ter se sentido (equivocadamente) muito adulto. Mas há uma sensação de pureza angelical misturada com palpitação sexual, que se exibe nos gestos sedutores dos adolescentes. Ouvem-se gritos e risos cruzando a rua. Aqui e ali um casal de colegiais, abraçados, completamente dedicados ao beijo. Beijar em público: um dos ritos de quem assume o corpo e a idade. Treino para beijar o namorado na frente dos pais e da vida, como que diz: também tenho desejos, veja como sei deslizar carícias.
Onde estarão esses meninos e meninas dentro de dez ou vinte anos?
Primeiro há uma diferença de clima entre aquele bando de adolescentes espalhados pela calçada, sentados sobre carros, em torno de carrocinhas de doces e refrigerantes, e aqueles que transitam pela rua. Não é só o uniforme. Não é só a idade. É toda uma atmosfera, como se estivessem ainda dentro de uma redoma ou aquário, numa bolha, resguardados do mundo. Talvez não estejam. Vários já sofreram a pancada da separação dos pais. Aprenderam que a vida é também um exercício de separação. Um ou outro já transou droga, e com isto deve ter se sentido (equivocadamente) muito adulto. Mas há uma sensação de pureza angelical misturada com palpitação sexual, que se exibe nos gestos sedutores dos adolescentes. Ouvem-se gritos e risos cruzando a rua. Aqui e ali um casal de colegiais, abraçados, completamente dedicados ao beijo. Beijar em público: um dos ritos de quem assume o corpo e a idade. Treino para beijar o namorado na frente dos pais e da vida, como que diz: também tenho desejos, veja como sei deslizar carícias.
Onde estarão esses meninos e meninas dentro de dez ou vinte anos?
Aquele ali, moreno, de cabelos longos corridos, que parece gostar de esportes, vai se interessar pela informática ou economia; aquela de cabelos loiros e crespos vai ser dona de butique; aquela morena de cabelos lisos quer ser médica; a gorduchinha vai acabar casando com uma gerente de multinacional; aqula esguia, meio bailarina, achará um diplomata. Algumas estudarão Letras, se casarão, largarão tudo e passarão parte do dia levando filhos à praia e praça e pegando-os de novo à tardinha no colégio. Sim, aquela quer ser professora de ginástica. Mas nem todos têm certeza sobre o que serão. Na hora do vestibular resolvem. Têm tempo. É isso. Têm tempo. Estão na porta da vida e podem brincar.
Aquela menina morena magrinha, com aparelho nos dentes, ainda vai engordar e ouvir muito elogio às suas pernas. Aquela de rabo-de-cavalo, dentro de dez anos se apaixonará por um homem casado. Não saberá exatamente como tudo começou. De repente, percebeu que o estava esperando no lugar onde passava na praia. E o dia em que foi com ele ao motel pela primeira vez ficará vivo na memória.
É desagradável, mas aquele ali dará um desfalque na empresa em que será gerente. O outro irá fazer doutorado no exterior, se casará com estrangeira, descasará, deixará lá um filho – remorso constante. Às vezes lhe mandará passagens para passar o Natal com a família brasileira.
A turma já perdeu um colega num desastre de carro. É terrível, mas provavelmente um outro ficará pelas rodovias. Aquele que vai tocar rock vários anos até arranjar um emprego em repartição pública. O homossexualismo despontará mais tarde naquele outro, espantosamente, logo nele que é já um don juan. Tão desinibido aquele, acabará líder comunitário e talvez político. Daqui a dez anos os outros dirão: ele sempre teve jeito, não lembra aquela mania de reunião e diretório? Aquelas duas ali se escolherão madrinhas de seus filhos e morarão no mesmo bairro, uma casada com engenheiro da Petrobrás e outra com um físico nuclear. Um dia, uma dira à outra no telefone: tenho uma coisa para lhe contar: arranjei um amante. Aconteceu. Assim, de repente. E o mais curioso é que continuo a gostar do meu marido.
Se fosse haver alguma ditadura no futuro, aquele ali seria guerrilheiro. mas esta hipótese deve ser descartada.
Quem estará naquele avião acidentado? Quem construirá uma linda mansão e um dia convidará a todos da turma para uma grande festa rememorativa? Ah, o primeiro aborto! Aquele ali descobrirá os textos de Clarice Lispector e isto será uma iluminação para toda a vida. Quantos aparecerão na primeira página do jornal? Qual será o tranqüilo comerciante e quem representará o país na ONU?
A turma já perdeu um colega num desastre de carro. É terrível, mas provavelmente um outro ficará pelas rodovias. Aquele que vai tocar rock vários anos até arranjar um emprego em repartição pública. O homossexualismo despontará mais tarde naquele outro, espantosamente, logo nele que é já um don juan. Tão desinibido aquele, acabará líder comunitário e talvez político. Daqui a dez anos os outros dirão: ele sempre teve jeito, não lembra aquela mania de reunião e diretório? Aquelas duas ali se escolherão madrinhas de seus filhos e morarão no mesmo bairro, uma casada com engenheiro da Petrobrás e outra com um físico nuclear. Um dia, uma dira à outra no telefone: tenho uma coisa para lhe contar: arranjei um amante. Aconteceu. Assim, de repente. E o mais curioso é que continuo a gostar do meu marido.
Se fosse haver alguma ditadura no futuro, aquele ali seria guerrilheiro. mas esta hipótese deve ser descartada.
Quem estará naquele avião acidentado? Quem construirá uma linda mansão e um dia convidará a todos da turma para uma grande festa rememorativa? Ah, o primeiro aborto! Aquele ali descobrirá os textos de Clarice Lispector e isto será uma iluminação para toda a vida. Quantos aparecerão na primeira página do jornal? Qual será o tranqüilo comerciante e quem representará o país na ONU?
Estou olhando aquele bando de adolescentes com evidente ternura. Pudesse passava a mão nos seus cabelos e contava-;hes as últimas estórias da carochinha antes que o lobo feroz assaltasse na esquina. Pudesse lhes diria daqui: aproveitem enquanto estão no aquário e na redoma, enquanto estão na porta da vida e do colégio. O destino também passa por aí. E a gente pode às vezes modificá-lo.Affonso Romano de Sant’Anna
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Saudade que fica!
A mais ou menos 5 anos depois, acomodo meus sentimentos e choro, choro muito. Não só pela saudade, mas pelo privilégio que eu tive de ao meu lado a companhia de minha avó paterna.
Lembro até hoje dos vários e preciosos dias que eu passava junto com ela, quando tinha por volta de 4, 5 anos todas as manhã meu pai me levava de bicicleta ate a casa dela, aqueles anos foram certamente os melhores da minha vida.Sempre que chegava a hora da minha mãe me buscar e me trazer pra casa, ela ficava no portão dizendo: até amanhã, se Deus quiser.O tempo passou...E eu já tinha idade para frequenta a escola, mas sempre que voltava do colégio eu ia passar o finzinho de tarde junto com ela.
"Este sorriso marcado pelos anos,
Dá testemunho que o tempo passou
Olhar sereno e paz nos desenganos
Sabedoria que a vida ensinou
É tão fácil te amar
Ti seguir, te admirar,
É difícil, não te ver,
Impossivel te esquecer
Os pensamentos me levam ao passado
Doces lembranças eu tenho de
As emoções vividas ao teu lado
Maior riqueza que se pode guarda"
Lembro até hoje dos vários e preciosos dias que eu passava junto com ela, quando tinha por volta de 4, 5 anos todas as manhã meu pai me levava de bicicleta ate a casa dela, aqueles anos foram certamente os melhores da minha vida.Sempre que chegava a hora da minha mãe me buscar e me trazer pra casa, ela ficava no portão dizendo: até amanhã, se Deus quiser.O tempo passou...E eu já tinha idade para frequenta a escola, mas sempre que voltava do colégio eu ia passar o finzinho de tarde junto com ela. Mas na madrugada fria e com ar de tristeza do dia 1º de Outubro fui acordada pela voz do meu avô na frente de casa anunciando que aquele dia Deus não ia permitir que eu chegasse da escola e fosse ao encontro dela.Lembro de quando ela me ensinou a pegar uma agulha de crochê, de quando me ensinou a dar os primeiros enlaces e assim fazer a famosa trancinha, lembro também de quando a gente "subia no centro" pra ela ir no banco, de quando a agência foi trocada e quem ensinou o caminho pra ela foi eu. E lembro ainda de quando minha mãe e ela planejavam as lembrancinhas pra minha posse então de 1ª prenda mirim do CTF Os Nativos, e que minha mãe dizia a ela pra se prepara porque seria ela que iria fazer as lembracinhas pros meus 15 anos e ela disse que se Deus quisesse ela faria. Pois é Deus não quis que fosse assim :(
E como diria Jairo Lambari Fernandes: "Deu saudade, minha linda, deu saudade..."
"Este sorriso marcado pelos anos,
Dá testemunho que o tempo passou
Olhar sereno e paz nos desenganos
Sabedoria que a vida ensinou
É tão fácil te amar
Ti seguir, te admirar,
É difícil, não te ver,
Impossivel te esquecer
Os pensamentos me levam ao passado
Doces lembranças eu tenho de
As emoções vividas ao teu lado
Maior riqueza que se pode guarda"
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