[...]Antes acreditava que vencer é segurar o troféu entre as mãos e mostrá-lo como se fosse a glória. Hoje percebe que o silêncio, o fechar os olhos para ansiedade latejante que açoita as entranhas pode fazer mais efeito do que querer reluzir ouro como tesouro do nada. O que se esvai com o tempo.
Para vencer não é preciso expor o prêmio ou ter a medalha cravada no peito. Vencer é sentir o coração nobre. Realizar os talentos. Vibrar com as conquistas. Na quietude da verdade interior poder escutar a alegria. Para que sair por aí gritando ou mostrando a concretude se pode descansar no simbolismo da ternura que, enfim, abriga em seu ser?
Se você ainda precisa ter um escudo que brilha e ofusca a todos para dizer que é feliz, mude querida. A felicidade é simples e precisa muito mais de delicadeza do que bravura. De singelos compromissos consigo mesma e não de arranhões de arames farpados. Muito esforço pode ser bacana em uma arena com torcedores que pagam para observar as vitórias ou perdas. Mas o que vale mesmo é o sucesso pessoal, a calma, as histórias de carinho que podem ser contadas e enternecer a quem escuta. E nesse caso a única pessoa que deve curtir essa vantagem se chama: Você.
Nem sempre vencer é ganhar algo com volume, cor ou temperatura. Vencer é conseguir se transformar em alguém admirável. E pode estar certa, esse resultado não pesa, não faz barulho nem desespera, apenas conquista. E como."
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